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VIVENCIANDO OS CAMINHOS DA CABALA 

COMO O HOMEM MORTAL PODE CONHECER

A VERDADE SOBRE O SEU VERDADEIRO EU

                             

      A bondade de Deus é muito grande. Ele nos deu a oportunidade de conhecermos a Verdade mesmo enquanto estamos nesta pequena vida. A Kabalah = 15 é o meio para deixarmos de ser homem mortal e fraco frente a todos os desafios impostos pela vida e nos transformarmos em senhores de nosso destino, conhecedores do conhecimento oculto. Como diz o ditado:   Conhecimento é poder.   

 

MALKUT - O REINO

 

        Malkut é o reino dentro do qual estamos vivendo. Dentro desse reino, o cabalista não precisa de um templo para adorar um Deus: "Não sabeis que vosso corpo é um templo onde habita o espírito de Deus" (São Paulo). Tudo é criação. E nesse reino o homem, ao mesmo tempo que é parte da criação, também a cria. A mística de Malkut é sentir-se um com o todo, sentir o universo, o eu no você.

 

 

IESOD - A FUNDAÇÃO OU LIMITE      

 

   É onde termina o que nós podemos ver, tocar ou sentir da criação. É o limite entre esse e o outro mundo. Ele é a divisão entre os dois mundos, os dois grandes caminhos do universo; por isso é a fundação. IESOD é as fronteiras do homem.

 

 

 NETZAH - A VITÓRIA

 

   Não se trata da vitória sobre os outros, mas da vitória mística, a vitória eterna. A vitória mencionada por Budha: "A maior vitória que um homem pode conseguir é a vitória sobre si mesmo". Ao passar por IESOD, chega-se à Vitória. Mas essa passagem e chegada não significam que o místico está vitorioso, pois o homem tem muitas vitórias e fracassos. NETZAH significa que ele não voltou atrás (PECHAD), sobrepujou o tempo e o espaço.

 

 

PECHAD - MEDO ou PECADO   

 

   É o a esfera da falha, do medo frente à Vitória. Se na Vitória é como diz a Bíblia: "Em todo lugar onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti e te abençoarei" (Êxodo, 20: 24), em PECHAD se pode citar: "Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do teu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas". (Apocalipse, 2: 4). PECHAD é a saída da Caminho da Verdade, a vitória da ilusão - da Sombra (Imagem) sobre a Luz. Em PECHAD nós somos nós, e os outros são os outros. Não existe unidade (ECHAD) entre eu e você, entre eu e os outros. Nós não somos filhos de Deus. 

 

 

HOD - A GLÓRIA

 

        A Glória é a paz a que o místico chega depois da Vitória. Uma glória sem conceito de glória, mas uma plataforma num plano mais elevado onde conceitos perdem o sentido. Com a glória o homem pode entender TIFERETH - A Beleza. Toda beleza que tem conceito perde o seu valor em HOD. O homem pode se guiar pela glória, querendo alcançar o sucesso e ser glorificado pelos homens. A glória é para vivermos com homens mortais. Mas o homem mortal que quer se transcender deve transcender a beleza para entender a Glória. 

 

 

 TIFERETH - A BELEZA ou GRAÇA

 

   A Beleza é um caminho por onde se começa a caminhar deixando para trás a glória estática. A beleza sempre se move e se transmuta. Poucos podem ver o que há por trás da beleza. Quando você olha uma árvore,  o que vê? Quando você olha um animal, o que vê? Quando você se olha no espelho, o que vê? A BELEZA diversificada de Deus. A Beleza é também o prazer, sem os quais a nossa vida vida não tem graça.

 Em TIFERETH termina uma etapa e começa outra. Nesse ponto o místico já não vê separação, já não vê diversificação, mas união. O judeu não é judeu, o negro não é negro, a mulher (se você for homem) não é mulher, o católico não é católico e nem o muçulmano é muçulmano.

 

 

   HESOD - A MISERICÓRDIA OU MAGNIFICÊNCIA

 

   É aonde o místico sente pela primeira vez a união entre o eu e o tu, através da beleza, do tempo e do espaço. É aonde o místico divide sua comunhão com Deus com o tu. Tem que passar pelo tu, pelo outro, senão não chegará a Kether. É aonde o místico compartilha a sua beleza. Mas a Misericórdia é mais que uma ajuda, é sentir-se a pessoa, unir-se à sua alma, ao seu espírito e com ela formar uma só força, porque sem união (HESED) não há força. O homem tem assimilar seu Ego não como força de domínio, mas como força de união.

 

                                 

                                                 CONTINUA