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A de Mello Franco. LEI
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ORIGENS DA CABALA
A Cabala, portanto, sempre
existiu, mas como “movimento” começa no século XIII, com o surgimento do
texto místico Sepher Yetzirah,
ou Shepher Bahir que significa Livro da Luz,
do qual há menção antes do século XIII. Porém, é o Livro da Formação (Sepher
Yetzirah), considerado anterior ao século VI, que
se pode dizer é o princípio do movimento da Cabala.
No mesmo momento em que os
cátaros albigenses eram massacrados pela Igreja Católica, e o rosário
baseado no 15 é instituído, surge o “movimento cabalista” em sua forma
exotérica, tal como o conhecemos agora. Isso foi no século XIII, e a
extensa literatura publicada desde então acabaram popularizando a
Cabala. Entre os grandes cabalistas, fora da lista dos notáveis, está
Nostradamus.
Com o tempo, e desde o
século XVII, a Cabala começou a ser cristianizada.
ENSINAMENTOS CABALÍSTICOS
Grande parte das formas de
Cabala ensina que cada letra, palavra, número, e passagem da Escritura
contêm um sentido oculto; e ensina os métodos de interpretação para
verificar esses significados ocultos.
Possui também literatura
apocalíptica e messiânica, e também a gematria, que infere aos números e
letras um poder criador, ensinamento este que Pitágoras foi instruído, e
mais tarde numerosos “numerólogos” deturparam, a partir de seus
discípulos mal informados a respeito da Cabala.
Existe uma função maniqueísta
na Cabala: na Árvore da Vida, tida como a escada de Jacó, o lado direito
é o bem, e o esquerdo o mal, enquanto o centro é neutro: são os três
pilares da Árvore da Vida. Fazem parte dela as “cascas” ou impurezas.
A Cabala é, portanto, um
retrato do que realmente é a Vida, do que é a Verdade, oculta e
indevassável, que a religião ortodoxa não conhece, e que, se conhecida,
se torna como disse o Divino Mestre: “Conhecei a Verdade, e sereis
livres.”
PORQUE A CABALA
INTERESSA
O que leva as pessoas a procurar a Cabala?
O que buscam nesta procura?
Todas as almas
estão inclinadas a sentir que além da realidade percebida pelos cinco
sentidos físicos há uma realidade mais profunda, além do que acreditamos
ser a realidade física. Não se trata aqui do micromundo da matéria que a
ciência vem desvendando a cada dia mais e mais. Não se trata de
quanta, elétrons, mions, isótopos, neutrinos, etc., etc., mas de
algo que transcende todas essas verdades científicas, e vai de encontro
à afirmação de Shakeaspeare: “Há mais mistérios do que pode sonhar a
nossa vã filosofia”.
A Cabala guarda
estes mistérios, embute em si um segredo que, vivenciado, pode modificar
completamente o modo como alguém se relaciona consigo mesmo e, por
conseguinte, com o mundo, tornando-se mais rico, mais consubstanciado,
não só do ponto de vista social e material, como também -
principalmente – do ponto de vista espiritual. Jesus disse: “Conhecei
a verdade e ela vos libertará.”. Quando Pilatos o questionou sobre o
que era a verdade, o Divino Mestre permaneceu calado. Isso significa que
a Verdade é um princípio oculto e que nem todos são dignos de recebê-la,
mas que “a todo que bate, a porta se abrirá; a quem pede,
dar-se-lhe-á.”
Então, o
objetivo da Cabala é levar a pessoa a alcançar a dimensão escondida que
é a verdadeira dimensão da realidade, e a não se ater ou estar rendido
somente à banalidade da existência física. Conhecimento é poder, diz a
sabedoria. Buscar a Cabala é buscar conhecimento. E quando alguém a
busca é porque busca a verdade, e acredita que no passado houve pessoas
que encontraram essa verdade, e transcenderam essa realidade física que,
se pensarmos bem, é uma ilusão. Buscar a Cabala, portanto, é buscar os
segredos de D-us.
Como a Cabala preenche as necessidades das
pessoas que a buscam? Quão efetiva é a Cabala?
A Cabala
preenche a necessidade da alma pela busca da verdade e dá um propósito e
um significado à vida da pessoa. Quando a pessoa se consubstancia na
Cabala ela vive melhor. Se alguém não tem bens e propriedades, e toma
tais valores como fator de felicidade, a Cabala pode ajudar a conseguir
essa realização mediante uma postura mental adequada. Porém nada se
consegue neste âmbito sem dar alguma COISA = 15 em troca.
Se, ao
contrário, a pessoa tem riquezas mas isso não é fonte de felicidade, ou
não lhe dá felicidade, então a Cabala pode sincronizá-la com a realidade
interior que é fonte de toda e verdadeira felicidade. A pessoa se vê
como num espelho. O fato de ser rico não significa não ter problemas. Se
assim fosse, os ricos não se suicidariam, nem seriam presas do refúgio
da ilusão das drogas, tão comum entre eles como nas favelas do Rio de
Janeiro ou de São Paulo.
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