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A de Mello Franco. LEI
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A Arte da Gematria -
Numerologia Cabalística
Gematria é o cálculo do “peso numérico” ou
equivalência numérica das letras, palavras, ou frases, e, nesta base, obter
conhecimento na inter-relação de diferentes conceitos e explorar este
inter-relacionamento entre palavras e ideias. O conceito fundamental da
gematria é que palavras pertencentes à mesma "classe espiritual" e com “peso numérico” equivalente têm o mesmo sentido
metafísico, e essa equivalência numérica não é coincidência.
Em hebraico, cada uma das 22 letras do
alefbeit possui um valor numérico. Há quatro modos para calcular a equivalência das
letras individuais:
-
Valor Absoluto
-
Valor Ordinal
-
Valor Reduzido
-
Valor Integral Reduzido
Valor Absoluto - ou Valor
Normativo. A cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico é atribuído
um valor numérico, de 1 a 900. Assim, a primeira letra alef = 1,
beit (a segunda letra) = 2, e assim por diante. A décima letra, yud
é numericamente equivalente a 10, e as letras sucessivas igual a 20, 30, 40,
e assim por diante.
Existem cinco letras que quando vão no final da
palavra podem receber (mas nem sempre recebem) uma numeração diferenciada.
São chamadas letras sofit, ou formas finais. São as
letras khaf [k] = 500, mem [m] = 600, nun [n] = 700,
pei [p] = 800 e tzadik [tz] = 900. E alef pode ser = 1000
para completar o ciclo.
Seguindo esta forma substituta de cálculo, o
alfabeto hebraico é um ciclo completo, de 1 a 1000. Temos então 22 letras +
5 letras + 1 = 28 = 10 = 1 = TODO ou TUDO.
Valor Ordinal
- A cada uma das 22 letras é
determinado um valor seqüencial de 1 a 22. Alef = 1, beit = 2, e assim por
diante. As cinco letras sofit (finais) Kaf = 23... e tzadik
final igual a 27.
Valor
Reduzido -
Cada letra é reduzida a um valor unitário. A letra
mem [m], que vale 40, = 4, a letra shin [s-sh] que vale 300, = 3, e
assim por diante. Porém, em ambos os cálculos Ordinal e Reduzido, as cinco
letras cujas formas mudam quando finalizam uma palavra é geralmente
equivalente aos seus valores quando elas aparecem dentro de uma palavra.
Porém, a elas às vezes são determinados valores independentes. Por exemplo,
o valor ordinal de nun [n] final é considerado 14 e, às vezes, 25. Do
mesmo modo, seu valor reduzido é às vezes 5 e, outras vezes, 7.
Integral Reduzido -
Aqui, é reduzido o valor numérico total de uma palavra a um dígito. Se a
soma for, digamos 29, somam se 2 + 9 = 11,e em excedendo 9, cada unidade do total é somada repetidamente
à outro (no caso 1 + 1 = 2) para produzir um valor de dígito único.

Existe ainda uma forma “especial” chamada de
“enchimento” da letra, a qual não estou abordando aqui.
NOTAS - CH (letra Rhét) não é o nosso CH
como em chuchu, mas algo como RR, porém pronunciado do fundo da garganta.
Esse som não existe em português. É mais ou menos como se fosse pronunciar a
palavra ROSNAR desde o fundo da garganta, como realmente se fosse rosnar .
- A letra G (ghimel) não é o nosso G como
em Gina ou geléia, mas como em gato ou Guilherme. O som mais aproximado em
hebraico como o G "suave" como em geléia é o da letra Yód.
- Som da da letra Tzadi não existe em português.
- Há duas formas de "T" em hebraico. Essa tabela
está representando os T como no inglês, língua em que o T também apresenta
duas formas de pronúncia.
Observar que o que é para nós a vogal Ó, aparece
na tabela com duplo valor, 6 e 70 (segundo a pronúncia). Comparativamente,
em português Ó pode ser pronunciado aberto ou fechado, acentuado ou não, com
som de Ó ou de U. Não existem vogais em hebraico, embora, às vezes,
consoantes façam o papel de vogais.
Também não existem acentos em hebraico, mas são atualmente
colocados "sinais" para facilitar a leitura e lembrar o som
verdadeiro, visto que o que para nós são as
importantes vogais, em hebraico não existem, e quem lê introduz o som das
vogais. Se a palavra TABELA (escrita
aqui em português, naturalmente), fosse grafada em hebraico, seria algo como TBLA e se esta fosse uma palavra hebraica, seria transcrita em caracteres
latinos do seguinte modo: TaBeLA, pois do contrário nenhum de nós
conseguiria lê-la. Acrescente-se que em hebraico a palavra e a frase são
escritas e lidas da direita para a esquerda - "de trás pra frente", diríamos
nós - e então não seria exatamente TBLA como coloquei acima, mas ALBT.
Este A, para nós aqui representando uma vogal, poderia ser outra letra que
não o Aleph hebraico, supostamente entendido como a nossa vogal A, mas que
muitas vezes é muda (portando não pode ser chamada de vogal, pois não
existem vogais mudas no nosso alfabeto latino); poderia ser outra consoante
cujo som para nós soaria A. Essa troca de som às vezes pode ser percebida em
português, como por exemplo OLHO: se tomada como substantivo o primeiro Ó é fechado e o
segundo Ó assume o som de U; e se tempo verbal o primeiro Ó é aberto e o segundo
fechado.
Um outra troca de som visível em português, agora com uma
consoante, é a letra S, que se colocada entre vogais é lida Z (José, vaso).
As vogais E e O podem ser "abertas" ou "fechadas".
Um caso mais complicado em português é a letra X, que pode assumir
cinco sons
[Expedito (S), Xuxa (CH), Alex (CS), exílio, executar (Z)] e de C (sintaxe)]. Portanto não é nada esdrúxulo
que as letras hebraicas às vezes façam o papel de vogais, e sons de
consoantes sejam modificados, conforme a disposição
delas na palavra, isso é natural nas línguas.
Por
exemplo: o S inglês de SUGAR se lê xúgar, ou SEAN como xian.
Veja na prática como é na gematria da palavra gematria
Portanto, gematria, ou numerologia cabalística, não é essa brincadeirinha
infantil que se vê em toda parte em milhares de livros e sites. Até porque
Pitágoras não inventou e muito menos usou o sistema pitagórico de
numerologia que leva o seu nome. Pitágoras era cabalista, conforme
podemos pressentir em
sua
biografia
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EXEMPLOS
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